Ceom conta a história dos bairros de Chapecó com notícias da década de 70
No dia 25 de agosto, Chapecó completou 103 anos, e essa trajetória de crescimento da capital do Oeste é motivo de orgulho para a população. Chapecó é uma cidade que se destaca por seus diferentes bairros, a maioria deles tradicionais que marcaram a história nas mais diversas comunidades urbanas. Um dos muitos jornais que existiam, durante a história do município, foi o 'Oestão'. O jornal, que circulou no final dos anos 1970, aos sábados, foi objeto de análise da equipe do Centro de Memória do Oeste Catarinense (Ceom).
O Centro possui jornais com edições a partir de 1939. Ao utilizar um pequeno extrato deste acervo, a equipe conseguiu observar e trazer a tona fatos decisivos e curiosos para a criação de bairros ou mesmo dos já existentes à época. Esta ação fez parte do trabalho voluntário que os estudantes de jornalismo realizaram em contrapartida à bolsa do artigo 170. A seguir, serão apresentadas algumas peculiaridades desvendadas nesta pesquisa:
Na noite daquela terça-feira, no quilômetro 5 do Acesso Plínio Arlindo de Nês, foi inaugurada a planta de Chapecó da então Catarinense de Refrigerantes, que em 1993 foi vendida à Vonpar, hoje pertencendo à multinacional mexicana Femsa. A instalação do que é hoje o centro de distribuição das marcas da Coca-Cola Brasil na região, é considerada a 'pedra fundamental' do hoje bairro Belvedere, na zona norte da cidade.
Não é de hoje que o bairro da zona leste de Chapecó sofre com a estigmatização de muitos. A reportagem publicada pelo Oestão mostra que o bairro nasceu no fim dos anos 1960, depois de uma ordem de despejo da Empresa Bertaso, de um lugar próximo de onde hoje é o bairro. A própria empresa lhes vendeu pequenos lotes de 10x15m², lucrando em cima do despejo. Em 1979, ainda não havia linha de ônibus para atender o bairro, além de mais da metade dos moradores não terem acesso à energia elétrica e à água encanada.
Agora vamos a zona sul. 160 crianças estudavam nas instalações do recém-inaugurado salão comunitário do bairro, que também não tinha linha de ônibus à época e, portanto, impedia estas crianças de estudarem nas escolas do centro da cidade. O problema, além da falta de uma escola no bairro, é também a de não haver mobiliário para que as aulas pudessem ser dadas com um mínimo de estrutura. Isso revoltou a comunidade, que chamou o jornal para noticiar o fato.
Nesta edição do Oestão, o semanário se detém de forma mais cercana à reportagem para falar sobre o bairro que obteve esse nome por causa do Seminário Diocesano. O bairro Seminário ainda não existia à época. Tanto o Universitário quanto o São Pedro foram bairros criados por conta do êxodo rural e do crescimento explosivo da população urbana de Chapecó nos anos 1970 e 1980. Entre a anterior menção do Oestão ao bairro da zona sul e esta reportagem, a Auto Viação Chapecó começou a rodar uma linha de ônibus até a localidade, mas outros problemas como a falta de energia elétrica para todas as casas do bairro e o desmatamento ainda não tinham sido solucionados.
Parte do acervo jornalístico do CEOM está disponível digitalmente mediante solicitação por e-mail e agendamento de horário pelo endereço ceom@unochapeco.edu.br ou ligando para (49) 3323-4779. O horário de funcionamento é de segunda a sexta das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. O Centro fica localizado no segundo piso da rodoviária de Chapecó, próximo ao Mercado Público.
*Com informações de André Felipe de Lazzari
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