Ceom promove intercâmbio de acervo com museu paleontológico

Preservar a história
Publicado em: 31/03/2017
Texto Juliane Bee*

Uma forma de compreender e preservar o passado, a tradição de colecionar objetos históricos se mantém viva através dos museus, lugar onde se guarda e exibe coleções que possuem valor cultural para a sociedade. Pensando em informar a população sobre suas origens, o Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom) e o Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (Cenpáleo) firmaram uma parceria que visa o intercâmbio de seus acervos paleontológicos.

Além de promover uma troca cultural, o intercâmbio entre os museus vai proporcionar a difusão da ciência paleontológica, ainda confundida com a arqueologia. Segundo a técnica em Educação Patrimonial do Ceom, Aline Bertoncello, essa confusão entre as duas ciências foi notada durante as visitas, visto que as mesmas estudam o passado, mudando apenas o objeto de estudo. "O mesmo ocorre no Museu da Terra e da Vida, no Cenpáleo, então pensamos em trocar exposições para informar ao público as especificidades de cada ciência e o conhecimento que cada uma produz."

De acordo com Aline, a paleontologia é uma ciência natural que estuda o passado relativo à biodiversidade da terra desde a sua formação, há bilhões de anos, até as suas modificações que ocorrem nos tempos atuais. Dessa forma, seu principal objetivo é compreender a história da vida na Terra por meio de vestígios de seres vivos que se preservaram até os dias de hoje. Já a arqueologia estuda os vestígios produzidos pelo ser humano e tem como objetivo fornecer informações a partir da análise dos vestígios materiais para compreensão do modo de vida dos grupos humanos.

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A parceria foi firmada a partir de uma visita técnica feita pelos representantes do Ceom, Aline Bertoncello, Franciele Kuczkoviski e Marina Mantovani, ao Cenpáleo, onde conheceram o Museu da Terra e da Vida. Nesse primeiro momento, o coordenador do Cenpáleo, professor Luiz Carlos Weinschutz, e a responsável pelo setor educativo do museu, Cristiane Pscheidt, emprestaram uma parte do acervo paleontológico para que a equipe do Ceom organize uma exposição temporária sobre paleontologia. O acervo conta com 25 peças, entre elas fósseis de peixes; conchas; pterossauro caiujara dobruskii; e fragmento de cascos osteodermos glyptodon, mais conhecido como tatu gigante. Segundo Aline, a exposição estará aberta à visitação em abril.

A estudante Marina Mantovani é bolsista de extensão no Ceom e participou da visita ao Cenpáleo. Para ela, o momento propiciou uma troca de informações sobre o processo de estudos que o museu tem sobre os materiais expostos e as pesquisas a campo que realizam. Já o Ceom vai emprestar ao Cenpáleo a exposição sobre arqueologia intitulada: "As pistas que revelam o passado: conheça o patrimônio arqueológico do Oeste Catarinense".

 

*Estagiária, sob a supervisão de Greici Audibert

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