Estudantes desbravam o mundo dos negócios

Uma plataforma completa que auxilia os pais nos cuidados com os filhos e reúne produtos e serviços de qualidade para as crianças. Essa foi a ideia que deu vida a startup Cegonha vencedora do Projeto Desbravador, mais uma ação da Unochapecó voltada para solução de problemas e iniciativas que possam melhorar a vida das pessoas.
O evento reuniu 35 estudantes que tiveram 40 horas para formatar ideias e propor novos modelos de negócios. O projeto vencedor foi desenvolvido com o objetivo de ajudar principalmente os pais de primeira viagem. A plataforma reúne informações como indicações de serviço de babás, creches, escolas e até restaurantes que contam com área recreativa para as crianças. "A gente está criando uma forma de concentrar todas esses dados a partir de uma comunidade onde os pais podem se ajudar", explica o CEO da startup, Duan Bressan, acadêmico de Ciências da Computação.
O jovem liderou uma das cinco equipes multidisciplinares formadas por estudantes das áreas dos Negócios, Design e Tecnologia da Informação. Como prêmio, os integrantes ganharam a matrícula no MBA em Empreendedorismo e Inovação da Unochapecó e o processo de incubação da empresa na Incubadora Tecnológica da Universidade (Inctech). "Criar uma empresa em 40 horas é algo impressionante. A gente tem que ser meio que um camaleão de ideias", observa Duan.
As equipes começaram a desenvolver os projetos ainda na noite da quinta-feira (24/11) e seguiram até sábado (26/11) em uma verdadeira imersão no mundo dos negócios. "Na sala de aula e no dia a dia, você não consegue ter uma noção de como é elaborar ou apresentar um projeto dessa forma. E aqui tivemos a oportunidade de conhecer as etapas de validação e de conhecimento sobre o produto e saber como oferecer a solução para o cliente", constata Jaqueline Alessi, acadêmica de Administração e líder da equipe que desenvolveu o projeto Com.Trato, segundo colocado no evento.
A iniciativa propõe um sistema de armazenamento, consulta e assinatura de contrato 100% digital. Objetivo é facilitar a relação entre empresas e clientes através de documentos arquivados na nuvem. As assinaturas e as autenticações ocorrem por meio de sistemas de reconhecimento virtual.
Já na terceira colocação ficou com a startup Colab 3D, uma plataforma virtual de open design, para download de arquivos 3D. O objetivo é ofertar um grande acervo por meio de makers ou fab labs para que as pessoas tenham acesso e possam imprimir os modelos em qualquer lugar. "No Brasil, ainda é muito recente a cultura do maker, mas no exterior isso já é bem forte. As pessoas conseguem adquirir arquivos ou produtos que não são encontrados no mercado hoje em dia. Elas podem ainda solicitar ideias de produtos personalizados e criar um vínculo maior com o serviço", explica Cibele Boeri, acadêmica do curso de Design de Moda e líder do grupo.
Foco nos estudantes
Dos três dias de imersão em tecnologia, inovação e negócios também surgiu o projeto Estudo, aplicativo para auxiliar estudantes nas dificuldades de leitura em movimento e interpretação de texto. A proposta é oferecer uma alternativa de leitura durante o transporte do estudante até a escola ou universidade.Também com foco nos estudantes surgiu o Instaly, uma plataforma que propõe soluções para pessoas que buscam imóveis para alugar em Chapecó. A proposta é disponibilizar informações e características de casas e apartamentos através de uma ferramenta onde usuário pode visualizar os locais ou até fazer um tour virtual.
Todas as equipes foram acompanhadas por mentores que ajudaram a conectar os estudantes e as ideias na criação das startups. Entre eles, o acadêmico de engenharia elétrica e um dos sócios da PackID, Thales Akimoto, que considera o projeto uma oportunidade excelente para colocar em prática o que se pensa como verdade no mundo dos negócios.
"Acho essencial essa relação entre a universidade, a indústria, as startups e também o governo. Uma relação que cada vez mais tem que estreitar porque isso fortalece todos lados", acredita o empreendedor, que recentemente voltou da Alemanha depois da empresa incubada na Unochapecó participar e vencer o programa de aceleração AdMaCom (Advanced Materials Competition). Andrei Bueno Sander, um dos diretores da aceleradora de startups 1Bi Capital e membro da mesa julgadora do projeto, pensa da mesma forma e avalia a iniciativa como parte da função da universidade. "Buscar uma nova forma de ver os problemas da sociedade e resolver, esse é o caminho. E hoje, com os métodos novos, é muito mais fácil tirar as ideias do papel. Isso que é legal, ver a gurizada tentando resolver essas questões.
Engajamento
O Projeto Desbravador foi criado para incentivar o empreendedorismo e o espírito de criação de novos negócios ainda na graduação. Objetivo concluído com sucesso, segundo a coordenadora da Inctech, Franciele Pastre. "O sentimento é de dever cumprido. Tivemos interação, entrega e muito envolvimento entre as áreas. Existem muitas ideias bacanas e startups que precisam sair do papel e se abrir para o mercado".
Segundo o coordenador do projeto, professor Rodrigo Barichello, a Universidade pretende dar seguimento ao Projeto Desbravador e ampliar o evento para outras áreas, sempre com foco na tecnologia e na solução de problemas para a sociedade. "O mundo inteiro está falando de startups e Chapecó é um pólo para desenvolvimento de tecnologia. A Unochapecó, por sua vez, já vem há bastante tempo investindo nessa área. O que queremos, através de iniciativas como essa, é fomentar a educação empreendedora ainda dentro da graduação".
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