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Apesar da cidade de Chapecó ser reconhecida nacional e internacionalmente quanto sua economia, principalmente ao que se refere a agroindústria, ainda há muito a se efetivar enquanto as questões culturais, pois se compararmos o progresso econômico que caminha a passos largos, as Artes Visuais devido ao seu curto tempo de visibilidade no munípio, ainda tem muito a ser ampliado, porém, não podemos deixar de citar que, muito se tem enquanto história devido ao tempo de existência das grandes capitais, sendo elas, para a nossa área, fontes indispensáveis de informações intelectuais e visuais. Neste sentido, tanto os professores como os estudantes do curso de Artes Visuais da Unochapecó, necessitamos nos “alimentar” culturalmente para podermos contextualizar as produções artísticas e entendermos o que está acontecendo na contemporaneidade em relação a arte, em âmbito nacional e internacional.
Todos os anos a coordenação do curso de Artes Visuais juntamente com os professores e estudantes definimos um roteiro para realizarmos viagens de estudos, evento previsto no PPC do curso, inclusive com orçamento específico, proporcionando a participação da maioria dos estudantes e de professores que servirão posteriormente de mediadores no processo ensino-aprendizagem.
Neste ano foi escolhida a cidade do Rio de Janeiro, tendo em vista sua trajetória histórica e todo seu contexto artístico –cultural, como a presença de muitos museus, teatros, igrejas e galerias. Um fato relevante para a escolha desta cidade se deve a abertura do MAR (Museu de Arte do Rio) que foi inaugurado neste ano.
Essa prática, a de promover viagens de estudos, possibilita não só a reflexão sobre seu cotidiano profissional, mas amplia a reflexão do estudante para os limites entre as atividades do artista e do pesquisador de arte, sem excluir, é claro, aqueles que somam as duas atividades. Assim, quando esses futuros profissionais se debruçarem sobre um objeto artístico, numa proposta dialética, passarão a gerar um novo conhecimento, ou seja, terão aprofundamento intelectual e visual para criticarem o que foi feito e o que já se falou sobre os objetos estéticos em questão, dando a sua contribuição para a reflexão.
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