Consumidores devem investir mais no presente do Dia dos Namorados

Expectativa positiva
Publicado em: 08/06/2026

Pesquisa aponta crescimento de 33,6% na intenção média de gastos em relação ao ano passado

Os consumidores chapecoenses pretendem gastar mais neste Dia dos Namorados. É o que revela a pesquisa realizada pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e pelo Observatório Pollen, que investigou os interesses e as expectativas financeiras da população para a data. O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 31 de maio de 2026, com a participação de 229 pessoas.

De acordo com os dados, o valor médio que os consumidores pretendem investir nas compras para o Dia dos Namorados é de R$347,53, um aumento de 33,6% em comparação a 2025, quando a média foi de R$260,06.

Entre os entrevistados, 38,9% afirmaram que pretendem presentear seus parceiros, percentual próximo ao registrado no ano passado (39,7%). Já 55,9% disseram que não irão comprar presentes, enquanto o restante ainda não definiu sua decisão.

Para a coordenadora da pesquisa, professora Tatiane Mattei, os resultados demonstram que, embora o número de consumidores dispostos a comprar presentes tenha permanecido estável, aqueles que irão às compras estão mais propensos a investir valores maiores. Segundo ela, o comportamento pode estar relacionado a fatores como a evolução da renda das famílias, os efeitos da inflação acumulada no período e a busca por produtos e experiências de maior valor agregado.

Os artigos de vestuário lideram a preferência dos consumidores, sendo a escolha de 33,7% dos entrevistados que pretendem presentear. Em seguida aparecem jantar ou experiência gastronômica (26,7%), perfumes e cosméticos (22,8%) e flores (11,9%).

A pesquisa também identificou mudanças nos hábitos de pagamento. Entre aqueles que irão às compras, 49,5% pretendem pagar à vista e 50,5% parcelar as compras. Em 2025, a maioria dos consumidores indicava preferência pelo pagamento à vista.

De acordo com Tatiane, o avanço do parcelamento pode indicar tanto uma maior confiança do consumidor quanto uma necessidade crescente de utilização do crédito para viabilizar as compras.

"O resultado merece atenção porque sugere mudanças na forma como as famílias estão organizando seus gastos", observa.

Na hora da escolha dos produtos e serviços, a qualidade segue sendo o principal fator de decisão para 51,5% dos entrevistados. O preço aparece em segundo lugar, com 18,8%, seguido pelo atendimento, apontado por 12,9% dos participantes.

A coordenadora destaca ainda que a queda da importância atribuída ao preço e o crescimento do atendimento como critério de escolha indicam uma valorização cada vez maior da experiência de compra.

"Os consumidores estão olhando além do menor preço, o que representa uma oportunidade para que os estabelecimentos invistam em qualidade, relacionamento e atendimento ao cliente", avalia.

O levantamento oferece um panorama das tendências de consumo para a data e contribui para a compreensão do comportamento dos consumidores locais, auxiliando empresas e comerciantes no planejamento de estratégias para o período.

 

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Texto: Marina de Oliveira

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