Expectativas de consumo seguem em queda pelo quinto mês consecutivo
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Chapecó, 14 de agosto de 2025 - O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), desenvolvido pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e pelo Observatório Pollen, mede a percepção dos consumidores chapecoenses sobre sua situação financeira, intenção de compras e a economia do país. No mês de agosto, o levantamento foi realizado entre os dias 15 e 30 de julho, com 214 residentes de Chapecó, e demonstrou uma nova queda na confiança dos consumidores.
De acordo com a variação negativa, o índice permanece na faixa de desconfiança, passando de 68,71 pontos em julho para 67,05 pontos. A redução nas expectativas para os próximos meses e a avaliação menos favorável da situação econômica atual influenciaram o resultado. A desconfiança é mais acentuada entre homens, pessoas de 24 a 45 anos e nos extremos de renda, especialmente em um cenário marcado por endividamento e inadimplência no país, manutenção da taxa Selic em 15% e incertezas econômicas externas. Tensões geopolíticas e tarifas elevadas sobre exportações também impactam a percepção dos consumidores, afetando o comércio e os serviços locais.
No Índice de Condições Econômicas (ICE), que avalia as finanças e a conjuntura nacional em comparação aos últimos 12 meses, houve recuo de 2,80%, passando de 77,16 para 75 pontos. Já o Índice de Expectativas de Consumo (IEC), que mede a confiança para o futuro, caiu de 63,52 para 62,16 pontos, uma variação negativa de 2,15%, configurando o quinto mês consecutivo de queda. Esses resultados indicam menor disposição para a aquisição de bens duráveis e um otimismo reduzido em relação aos próximos meses.
Mulheres apresentaram aumento de 5,61% na confiança, enquanto homens registraram queda de 10,20%. O grupo com renda até R$2 mil teve crescimento de 4,19% no índice, o de renda entre R$2 mil e R$4 mil avançou 0,28% e o de renda acima de R$4 mil sofreu queda de 8,62%. A média geral de renda dos participantes subiu 0,42% em relação ao mês anterior, chegando a R$5.201,61. No entanto, as expectativas de gastos pela internet e com despesas extras diminuíram, demonstrando cautela no consumo.
Quedas consecutivas em 2025 resultaram em um recuo acumulado de 33% no ICC, sinalizando que o cenário local permanece desafiador e exigindo atenção tanto do comércio quanto dos formuladores de políticas para estimular a confiança e o consumo.
Confira o boletim completo aqui.
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Texto com informações do curso de Ciências Econômicas.
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