Chapecoenses devem gastar mais no Dia das Mães
Publicado em

Levantamento aponta consumidor mais seletivo, com maior investimento por presente
O comportamento do consumidor chapecoense para o Dia das Mães em 2026 revela um cenário de mudanças: embora menos pessoas pretendam presentear, aquelas que mantêm a tradição devem gastar mais. Os dados integram a pesquisa sazonal do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), desenvolvida pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó em parceria com o Observatório Pollen.
Realizado entre os dias 15 e 31 de abril, o levantamento indica que o gasto médio previsto é de R$290,83, superior ao registrado em 2025, quando foi de R$231,27. Em contrapartida, a intenção de presentear caiu, passando de 75% no ano passado para 41% neste ano, enquanto o percentual dos que não pretendem comprar presentes subiu para 27%.
De acordo com a coordenadora da pesquisa, professora Tatiane Mattei, o cenário aponta para um consumidor mais seletivo e consciente. Mesmo com a redução no número de compradores, há uma tendência de maior investimento por presente, o que pode estar associado tanto à busca por itens de maior qualidade ou valor afetivo quanto ao impacto da inflação.
Entre os produtos mais procurados, destacam-se artigos de vestuário (31%), flores (21%) e perfumes (19%), mantendo um padrão já observado em anos anteriores. Um dos destaques é o crescimento na procura por serviços estéticos, que passaram de 2% para 5%, indicando diversificação nas opções de presente.
Outro aspecto relevante é a forma de pagamento. A maioria dos consumidores pretendem pagar à vista (59%), superando o índice do ano anterior (52%). Já o parcelamento aparece em 41% das intenções. Esse comportamento, conforme a pesquisadora, sugere maior cautela das famílias em relação ao endividamento e reforça a necessidade de planejamento financeiro.
De forma geral, os dados indicam que, mesmo com ajustes no consumo, o Dia das Mães segue como uma data significativa para as famílias e para o comércio local, mantendo sua relevância econômica e afetiva.
================================================================
Texto: Marina de Oliveira
Compartilhe