Jornalismo esportivo na prática radiofônica
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Sujeito a regras e com um amplo histórico na humanidade, o esporte é uma forma de atividade física com finalidade recreativa, educativa, sociocultural e profissional. Com o crescimento dos esportes e do interesse do público sobre o tema, a necessidade por informação também aumentou.
Um dos espaços mais marcantes do esporte é o rádio. Diante disso, o curso de Jornalismo da Unochapecó, em parceria com o Laboratório de Rádio e a Web Rádio Clim, criou o núcleo de jornalismo esportivo. O objetivo do núcleo é realizar treinamento sobre a reportagem de pista ao vivo e a narração esportiva. A partir disso, será produzido um programa que visa cobrir os esportes que não estão na pauta dos meios tradicionais, mesmo, em muitos casos, disputando grandes competições.
O programa radiofônico 'Clim Esportes' estreia nesta sexta-feira (27/04), às 17h. A produção é dos estudantes do curso de Jornalismo sob a coordenação do professor de rádio Luãn Chagas. Para ele, o programa possibilita uma formação que possa levar a prática sobre a cobertura esportiva no cotidiano, e uma reflexão sobre a diversidade de fontes e temáticas no âmbito do jornalismo esportivo. "Penso que dessa forma podemos transformar o olhar dos jornalistas para diferentes modalidades aqui na Universidade, durante sua formação, e então termos profissionais capacitados para a área com competência e reflexão crítica", comenta.
Essa é também uma oportunidade para que os acadêmicos do curso se insiram no mercado esportivo. A estudante Thainara de Witte destaca que atualmente as mulheres têm recebido mais oportunidades. "Mas ainda assim são poucas as que atuam no rádio", explica.
O professor Luãn ressalta a importância das estudantes participarem, afinal o núcleo pretende ser um espaço de igualdade no acesso à formação e que repense o mito de que a narração ou a própria reportagem ao vivo só pode ser feita por homens. "A diversidade de vozes, a representatividade e o pertencimento ao projeto como um todo são partes desse método de inserção. É preciso reconhecer que antes de condições desiguais, a competência e a participação igualitária devem ser os valores procurados tanto por nós nesse processo de ensino, como de quem no futuro irá contratar. Aqui o núcleo é aberto e quem quiser pode participar todas as sextas, em todas as atividades", salienta.
*Estagiária da Acin Jornalismo, sob a orientação de Eliane TaffarelCompartilhe