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| C. K. Prahalad comenta que não observamos a transformação revolucionária ocorrida nas organizações nesses últimos anos, decorrente da nova economia mundial. Essas transformações são chamadas de Consumer Centricity, ou melhor, traduzidas como a transformação do papel dos consumidores. Neste contexto, o consumidor deixa a participação passiva e passa a participar mais ativamente, contribuindo para processos de co-criação nas organizações, quer no desenvolvimento de produtos ou na prestação de serviços. Com engajamento cada vez maior dos consumidores, via convergência dos meios de comunicação, em especial a internet, o diálogo está cada vez mais ativo. No âmbito das IES, este desafio é a grande tônica do momento. Torna-se essencial o domínio de novas ferramentas que contemplem feedbacks, colocando os discentes no centro das decisões estratégicas das Instituições de ensino. O aluno espera ter um diálogo mais próximo com os dirigentes da IES, participando do desenvolvimento dos componentes curriculares, do processo de ensino e aprendizagem que vai além dos conteúdos a serem oferecidos, contribuindo para a criação de valor no curso em que está matriculado. Desta forma é possível construir diferenciais competitivos e tornar o curso uma referência, especialmente nas microrregiões espalhadas pelo país. Vale lembrar que mais de 62,4% das IES brasileiras são de pequeno porte, ou seja, detém até 1.000 alunos matriculados. Na contramão desse novo mercado, as IES de um modo geral acabam por falhar em reconhecer e aceitar esse novo papel do aluno, tratado como um ‘ser’ à parte, ou seja, muitas vezes são considerados alvos passivos, além de não serem atingidos por estratégias de marketing. É preciso pensar em estratégias como o ‘vestibular viralizado no youtube’, por exemplo. A postura das IES frente à tendência de Consumer Centricity é virar o jogo, pois não mais compete a mesma apenas ações em relação ao concorrente direto. É preciso focar em outros produtos e serviços, ligados direta e indiretamente ao ensino superior. O aluno deve ser compreendido como um player ativo desse novo mercado que se transforma radicalmente na co-criação de valor da IES. Não podem ser considerados um mero target, mas devem ser reconhecidos como um ecossistema. É preciso lembrar do twitter. Nesse sentido, o aluno não espera mais pelo amanhã, quer respostas imediatas: nowism. Ou seja, as IES que planejam estrategicamente seus próximos 20 anos observam que esse jogo está mudando cada vez mais depressa: devem observar seus alunos de perto para obter uma visão melhor do seu público-alvo. Em outras palavras, de caçadores podem virar presas fáceis dos grandes grupos educacionais. O sucesso da IES é coletivo: novos e vários canais de comunicação, alunos-colaboradores, digitalização de conteúdos, alta velocidade de acesso à web, wi-fi, wireless, soluções e serviços em tempo real e outras possibilidades de comunicação entre a IES e os alunos são possíveis. É nesse sentido que cada vez mais a velocidade é fonte de vantagem competitiva, de gratificação imediata, do nowism. A IES deve buscar o diálogo entre os alunos, envolvendo todos, inclusive a rede social a que estes pertencem, pois essas atuais cabeças-pensantes tornaram-se hoje consumidores dinâmicos e indivíduos heterogêneos, que buscam a co-criação. Em síntese, os gestores das IES devem reconhecer e facilitar a formação das redes sociais dos alunos, sendo o processo de criação de valor e retenção de alunos uma função de qualidade da experiência da criação e do processo de realização. Este é o desafio da IES do futuro: a gestão voltada para o aluno |
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