Projeto do CEOM recupera cerâmicas de sítios arqueológicos do Vale do Uruguai
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Chapecó, 01 de dezembro de 2025 — Um trabalho minucioso e essencial para a preservação da história do Oeste catarinense está em desenvolvimento no Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM/Unochapecó). Por meio do projeto “Preservando o patrimônio arqueológico da bacia do rio Uruguai: conservação e restauração no acervo do CEOM/Unochapecó”, a equipe dedica-se à recuperação de recipientes cerâmicos Guarani provenientes de sítios arqueológicos do Vale do Uruguai.
A iniciativa, proposta pela Fundeste e executada pelo CEOM/Unochapecó, conta com recursos do edital Circuito Catarinense de Cultura — uma ação do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com apoio do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.
O projeto reúne uma equipe técnica especializada, composta por Mirian Carbonera, Aline Bertoncello, Ademir Miguel Salini, André Luiz Onghero, Adrieli Rodrigeri, Renato Francisco Habas, Ana Paula Ranno, Karoline Dourado, Kauana Pedroso e Isadora Debiasi, além da colaboração do restaurador Idemar Ghizzo.
As etapas de trabalho incluem diagnóstico, higienização, colagem, reintegração de partes e acondicionamento final das peças. Todas as intervenções seguem protocolos rigorosos, utilizando materiais específicos, reversíveis e amplamente testados, garantindo a integridade e a longevidade do acervo. O objetivo é preservar fisicamente os vasilhames arqueológicos e ampliar o acesso de pesquisadores e da comunidade ao patrimônio cultural mantido pelo CEOM.
As cerâmicas Guarani são registros fundamentais da presença e das práticas culturais desse povo no Oeste catarinense há mais de mil anos. A restauração desses materiais alia rigor técnico e compromisso com a valorização da diversidade cultural e da memória regional, fortalecendo o papel do CEOM/Unochapecó como referência em pesquisa, conservação e difusão patrimonial.
Para a técnica em arqueologia Aline Bertoncello, iniciativas como esta têm impacto direto na qualificação do trabalho institucional. “Editais como este são essenciais para manter e aprimorar as atividades do laboratório. Com os recursos, pudemos adquirir materiais de restauração, que costumam ter alto custo, e contratar mão de obra especializada. Do ponto de vista da gestão das coleções, o acervo restaurado fortalece nossa reserva técnica, que passa a ser parcialmente visitável. Além disso, as peças podem ser utilizadas pelo setor educativo, compor novas exposições e apoiar futuras pesquisas”, destaca.
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Texto: Marina de Oliveira
Fotos: Acervo CEOM/Unochapecó
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