Tomate e banana puxam aumento do Cesto Básico em Chapecó
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Chapecó, 20 de outubro de 2025 - O Boletim de Preços do Cesto Básico, desenvolvido pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e pelo Observatório Pollen, acompanha mensalmente os preços de 57 produtos e três serviços tarifados, considerando o consumo de famílias com renda entre 1 e 5 salários-mínimos. Em outubro de 2025, o levantamento registrou aumento de 1,86% no custo do Cesto.
A pesquisa foi realizada nos dias 7 e 8 de outubro, em 10 estabelecimentos comerciais de Chapecó, e segue a metodologia atualizada em setembro de 2024, que incluiu novos itens e um atacado. O resultado mostra que o consumidor chapecoense precisa de 1,768 salários-mínimos (R$2.684,05) para adquirir o Cesto, valor R$49,11 maior que o do mês anterior, o que indica perda no poder de compra das famílias.
Entre os produtos com alta nos preços, destacam-se tomate (+50,39%), banana (+40,68%), batata-doce (+25,76%), cenoura e papel higiênico (+11,36%). Já entre as reduções, aparecem alho (-16,17%), repolho (-11,73%), laranja (-10,91%), farinha de milho (-9,67%) e margarina (-9,62%). O arroz e o feijão seguem em queda, reflexo da supersafra e da menor demanda, mas as projeções indicam possível aumento em 2026.
Nos serviços tarifados, o destaque foi o aumento de 13,14% na energia elétrica, em função de reajustes nas tarifas e impostos. O IPCA de setembro, medido pelo IBGE, também registrou alta de 0,48%, a maior taxa para o mês desde 2021, embora abaixo da expectativa do mercado.
A Cesta Básica, composta por 13 produtos do DIEESE, também apresentou aumento de 5,92%, passando de R$601,71 para R$637,35. O acréscimo de R$35,64 foi impulsionado principalmente pela alta em produtos in natura, como batata-doce, tomate e banana, enquanto leite e derivados registraram queda devido ao aumento da oferta.
Na comparação anual (outubro de 2024 a outubro de 2025), o custo da Cesta Básica acumula alta de 13,09%, exigindo atualmente 42% de um salário-mínimo para a compra dos itens essenciais.
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