CEOM moderniza acervo e cria espaço pioneiro de acolhimento sensorial
Chapecó, 22 de agosto de 2025 - Na tarde desta quinta-feira (21), a Unochapecó reuniu gestores e técnicos para o lançamento oficial de duas grandes novidades: a modernização do banco de dados do CEOM e a Sala de Acomodação Sensorial. As entregas fazem parte das celebrações do 55° aniversário da Fundeste/Unochapecó.
“Na museologia moderna, os museus se estruturam em um tripé: ter acervo, ter pesquisa para dar vida a esse acervo e promover a comunicação com a comunidade. Faço questão de frisar isso porque as duas entregas desta tarde perpassam justamente pela ideia da comunicação: como encontrar formas de aproximar a comunidade das histórias e dos acervos. Tanto a modernização do banco de dados quanto a sala de acomodação sensorial dialogam com essa perspectiva”, aponta a coordenadora do CEOM, professora Mirian Carbonera.
Em parceria com o Pollen Parque Científico e Tecnológico, por meio do Centro de Residência de Software (CRS), o novo banco de dados do CEOM representa um avanço para a pesquisa e fomento ao conhecimento. Apresentada pelo coordenador do CRS, professor Jorge Di Domenico, e o Programador de Sistemas, Bernardo Zanetti, a plataforma simplifica a busca de documentos, fotografias, mapas, plantas e material arqueológico.
“Há quase 20 anos, apresentamos um projeto à Caixa Econômica Federal, dentro do edital Programa Caixa de Apoio a Entidades Culturais. O CEOM/Unochapecó teve a proposta aprovada e, a partir disso, foi desenvolvido o banco de dados que agora apresentamos modernizado. O acervo do CEOM é bastante diverso, para que pudesse ser digitalizado, foi necessário reorganizar todo o acervo, criando novos mecanismos que possibilitaram o registro de diferentes tipologias de documentos e fontes. Na versão de 2006/2007, a interface era simples, baseada em fichas digitais criadas para cada tipo de documento; agora, ela se tornou mais ágil para a equipe que alimenta o sistema e mais acessível ao público”, conta Mirian.
Já a Sala de Acomodação Sensorial, desenvolvida pela Assessoria Museológica e Cultural Museu e Cia, foi planejada para acolher pessoas neurodivergentes nas instalações do CEOM. O projeto é o único adaptado para museus em Santa Catarina e foi elaborado pela museóloga Lilian Fontanari e pela arquiteta e paisagista Ana Luiza Holdefer.
De acordo com Lilian, o projeto surge como uma oportunidade de preencher lacunas frente aos desafios enfrentados nos espaços culturais quanto à acessibilidade. “Comecei a repensar meus projetos, buscando formas de torná-los mais acessíveis. Também pensei em propostas específicas para a Associação de Pais e Amigos dos Autistas da região de Chapecó (AMA), para colaborar com o trabalho iniciado por eles, sempre com foco em garantir equidade: oferecer oportunidades a todas as pessoas, de acordo com suas necessidades”.
Ana Luiza é arquiteta especializada em Neuroarquitetura, e estuda as emoções que cada ambiente traz à cada pessoa. Ela explica que espaços como este são pensados para reduzir os efeitos da superestimulação que pessoas neurodivergentes podem ter em locais com excesso de iluminação, ruídos ou informações visuais.
“Acredito que este é apenas o começo de algo muito grande, porque se trata de um projeto pioneiro na nossa região. Poucos espaços assim existem no Brasil, os exemplos que encontrei estão, em geral, em grandes aeroportos ou capitais. Por isso, devemos sentir muito orgulho em entregar esse espaço para a nossa Universidade e para a nossa comunidade. Isso sim é inclusão: se preocupar com o direito das pessoas, não apenas na teoria, mas na prática”, sublinha.
Ao final, a pró-reitoria de Ensino, Pesquisa e Extensão, professora Andréa de Almeida Leite Marocco, e o vice-reitor, professor José Alexandre De Toni cumprimentaram os presentes e parabenizaram todos os responsáveis pelos projetos entregues. Andréa lembra que “um povo sem memória é um povo sem história, e nós cultivamos isso aqui na Unochapecó: cuidamos da memória, não só da Universidade, mas de todo o nosso Oeste catarinense. Projetos como esse nos honram e nos deixam muito orgulhosos”.
O professor Alexandre, por sua vez, afirma que o CEOM é um orgulho para toda comunidade acadêmica, e deveria ser valorizado cada vez mais por sua importância histórica e cultural. “Essa atualização desenvolvida pelo CRS é muito importante, agora teremos ainda mais facilidade para buscar informações, não apenas de Chapecó, mas de toda a região. Isso, por si só, já demonstra sua relevância para a nossa região, para o Estado e para o Brasil. Agradeço também ao Museu e Cia pela iniciativa, o acolhimento é um papel essencial da Universidade. Gostei muito quando foi comentada a possibilidade de nossos estudantes utilizarem esse espaço; acredito que seja um espaço importante”, finaliza.
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