Usinas sucroalcooleiras recirculam água para melhorar produção
Publicado em: 01/04/2013

Até mesmo para fazer valer sua importância dentro do conceito da sustentabilidade, visto produzir um combustível de fonte renovável e menos poluente, a indústria sucroalcooleira vem mudando bastante sua relação com os recursos naturais de que precisa para manter suas 434 usinas em operação no Brasil. Se o setor já demonstra avanço considerável na gestão energética e de resíduos, já que o bagaço de cana há muito se tornou uma commodity energética amplamente empregada na geração de vapor e de energia (todas as usinas são autossuficientes em energia por causa da produção de vapor pela queima do bagaço em caldeiras e 20% delas comercializam o excedente), no gerenciamento da água as empresas têm procurado também racionalizar ao máximo o seu uso.

Uma estimativa do mercado dá conta de que, no geral, hoje as usinas captam volumes menores do que 2 m3/h de água por tonelada de cana processada. Ao se comparar com o normal da década de 90, quando o desperdício elevava esses volumes para uma faixa entre 15 m3/h e 20 m3/h, fica fácil compreender que houve progresso também na gestão da água. Esse progresso, segundo os fornecedores da área, é um misto de influências: necessidade de tratar melhor a água para alimentar caldeiras de mais alta pressão, implantação de torres de resfriamento para recirculação de água, principalmente em destilarias e nos geradores de energia e, como pano de fundo, uma maior exigência dos órgãos ambientais no sentido de coibir a captação descontrolada em rios.

E ainda há muito a se evoluir, na opinião dos competidores. Tanto é assim que os maiores grupos sucroalcooleiros, empresas como Raízen, BP e ETH, estipulam metas para reduzir o consumo e alguns deles hoje consomem menos do que a baixa média de 2 m3/h de água por tonelada de cana processada, em faixas de 1 m3/h ou até 0,5 m3/h. “Hoje a água está atrelada ao gasto energético para aquecê-la ou resfriá-la. Então o usineiro sabe que quando perde água ou vapor está perdendo bagaço, uma mercadoria de valor e que será revertida em mais energia”, explicou Luis Arnaldo Carthery Jr., gerente de vendas sênior de etanol e açúcar da GE Water and Process Technologies, líder no tratamento de água em usinas locais. “Por isso, combater as perdas de água é gerar maior lucratividade para o cliente”, completou.
Saiba mais em:http://www.quimica.com.br/pquimica/quimica-2/ambiente-usinas-sucroalcooleiras-recirculam-agua-para-melhorar-a-producao/

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