Renda sobe em julho, mas confiança do consumidor segue frágil em Chapecó
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Chapecó, 14 de julho de 2025 - O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), desenvolvido pelo curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e pelo Observatório Pollen, mede a percepção dos consumidores chapecoenses sobre sua situação financeira, intenção de compras e a economia do país. No mês de julho de 2025, o levantamento foi realizado entre os dias 15 e 30 de junho, com 156 residentes de Chapecó, e demonstrou uma nova queda na confiança dos consumidores.
Mesmo com uma leve variação positiva de 0,44% em julho, o ICC passou de 68,41 para 68,71 pontos, mantendo-se ainda na faixa de desconfiança, segundo a taxonomia adotada. Essa recuperação tímida foi impulsionada pelo aumento no Índice de Condições Econômicas (ICE), que subiu 5,55%, revelando maior otimismo em relação às finanças atuais e à possibilidade de aquisição de bens duráveis. Em contrapartida, o Índice de Expectativas de Consumo (IEC), que mede a confiança no futuro, caiu pelo quarto mês seguido, com variação negativa de 3,07%.
A queda nas expectativas foi mais acentuada entre homens, pessoas mais jovens e nas faixas de renda mais alta e mais baixa. Enquanto consumidores com renda entre R$2.000,00 e R$4.000,00 demonstraram maior confiança (aumento de 5,48%), os que ganham acima de R$4.000,00 registraram retração de 3,77%. Entre os que recebem até R$2.000,00, houve leve alta de 0,60%. A confiança também aumentou com a idade dos participantes, mas o público jovem segue mais inseguro.
Além disso, a renda média dos respondentes teve crescimento expressivo de 23,94%, atingindo R$5.179,64. As mulheres apresentaram renda média de R$4.272,85, enquanto os homens chegaram a R$6.272,92. Já os gastos previstos pela internet subiram 54% em relação ao mês anterior, passando de R$210,70 para R$324,50. As expectativas com gastos extras também cresceram, com média geral de R$723,18, sendo R$638,44 entre mulheres e R$819,96 entre homens.
O resultado geral do ICC mostra que, apesar de alguns sinais de melhora nas condições atuais, a perspectiva futura ainda é marcada por incertezas. A inflação acima da meta, a taxa Selic elevada e fatores como inadimplência, instabilidade fiscal e tensões geopolíticas continuam impactando o comportamento do consumidor chapecoense.
Confira o boletim completo aqui.
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Texto com informações do curso de Ciências Econômicas.
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